quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TV Bunda


O número de pessoas que não gostam de uma boa bunda, é proporcionalmente igual ao número de pessoas que estão lendo esse texto sem olhar pro monitor. Não existe! A não ser que já tenham inventado uma tela de monitor em Braile. 
Antigamente, para uma criança ver uma bunda era o maior sacrifício. Ela precisava de esperteza, cautela, dinheiro ou um espelho. Agora elas só precisam de um controle remoto. É bunda em tudo quanto é canal, em qualquer dia e horário. Só falta ter um programa de Proctologia (Para quem não sabe, Proctologia é um ramo da medicina que trata do intestino, do reto e do ânus. É daí que vem o famoso Proctologista. Conhecem? Se ainda não conhecem, não tem problema. Depois do exame de próstata vocês nunca mais vão esquecer dele).

Citem um programa de auditório que não tem mulher bonita exibindo o corpo ou balançando os fundilhos. Só me lembro do Altas Horas, com Serginho Groisman (Se vocês conhecerem outros, façam um comentário informando). No Programa de Faustão e de Silvio Santos, ficam todas só dançando com coreografias bem comportadas. Mas o bom comportamento fica só na coreografia. As roupas também mostram muito do corpo. Infelizmente, as pessoas estão tão acostumadas a ver pouca roupa na televisão que, com certeza, vão me condenar por falar mal das dançarinas do Faustão.
No programa "O Melhor do Brasil", muito bem apresentado por Rodrigo Faro, as assistentes de palco parecem que foram feitas a mão. As enormes, redondas e empinadas bundas parecem querer fugir dos vestidinhos. É Bunda pra ninguém botar defeito. É realmente "A Melhor do Brasil".
Victoria Villarim, 19 anos, assitente de palco do " O Melhor do Brasil"
É ou não é o Melhor do Brasil?
Nem o próprio Marcelo Taz
          achou um fio de cabelo.
E nos programas de humor? No "A Praça é Nossa" e no "Zorra Total" só tem mulherão. Achar uma figurante feia nesses programas é como procurar um fio de cabelo na cabeça de Marcelo Taz. Mulher feia só protagoniza programa de humor. Se você ver uma, pode ter certeza que ela está utilizando da própria feiúra pra te fazer rir.
O Brasileiro está tão habituado a ver mulherão nos canais que não percebem a carga machista que está impregnada nessa maneira fútil de fazer televisão. O interessante é que os programas de auditório tradicionais de Domingo como "Domingão do Faustão", "Programa do Gugu", e "Domingo Legal" tem as mulheres como a grande maioria de seus telespectadores e, mesmo assim, só aparece bunda feminina. É como se existissem apenas homens no sofá de casa assistindo televisão (Antes que vocês pensem errado, eu não estou querendo dizer com isso que deveríamos ver bunda de homem na TV).
Desde os primórdios da civilização moderna que as pessoas perdem seu tempo dando atenção a um monte de besteira (Não é o caso do meu blog). Com a popularização da TV isso ficou mais evidente.
Depois de um tempo, a falta de criatividade de quem faz a televisão brasileira acarretou na conhecida "Síndrome da falta de Ibope" que até hoje apavora as emissoras de TV. É aí que começam aparecer pessoas como Chacrinha, um dos propulsores da bunda na TV. Ele foi um dos que começou com tudo isso que vocês estão vendo hoje aí. Não sei porque que um cara desse é tão homenageado. Ele atingiu uma audiência absurda com a apelação das "Chacretes", trouxe muito dinheiro de patrocinadores para emissora e revelou mulheres como Fernanda Terremoto, Fátima Boa Viagem e, principalmente Rita Cadillac, que saiu pelo Brasil mostrando a bunda à quem quisesse beijar. Quanto talento!
Chacrinha é, na minha opinião, o primeiro grande cafetão animador da televisão brasileira.
As Chacretes sempre se vestiam de forma composta!
Não é porque todo mundo gosta de bunda, que temos de banalizar. A graça é justamente o fato dela estar escondida, por debaixo de panos, fazendo nossa imaginação trabalhar e nos deixando ansiosos para sua aparição. Ela tem que aparecer, óbvio. Mas não para todo mundo ver. Não precisamos despertar a sexualidade nas crianças. Deixemos que esse interesse apareça naturalmente.

3 comentários:

  1. É um outro grande problema da nossa sociedade hoje: a banalização. e não é só do sexo, mas da violência, da criminalidade, da importância dos valores construtivos.

    Mas pra não perder o foco, voltemos. A apelação da mídia, principalmente a sensualidade e hoje até mesmo a pornografia, mostra o quão carente de conteúdo de qualidade nossa sociedade alienada é, o que por sinal é só mais um fator que contribui com a velha mania do brasileiro de não tomar atitudes necessárias para seu próprio desenvolvimento.

    Espero que esse panorama um dia possa mudar... se bem que é cada dia mais difícil acreditar numa façanha dessas...

    Abraço!

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  2. Amei seu post. Agora além do serginho tem o CQC (e vc ate falou do Taz).
    Realmente não precisa por bunda masculina. Apenas tira a feminina e pronto rsrs.
    Quanto a mulher feia, o mais foda é que não dão risada da piada dela, mas dela.

    Bjs

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  3. É Wellington, esse problema só vai acabar quando, como vc mesmo costuma dizer, os brasileiros adquirirem um censo crítico mais elevado.

    Adriana, eu concordo plenamente quando vc disse "Realmente não precisa por bunda masculina". Se for pra colocar bunda masculina é melhor deixar como está. Eu tbm acho q o certo é não ter nenhuma. Mas, só a título de curiosidade, vc sabia que a primeira bunda na TV brasileira foi de um homem?

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